Hoje lembramos a vida de Santo Alexandre que governou a Igreja em Alexandria. Alexandre Santo bispo esteve na zelando pelo rebanho do Cristo, e principalmente cuidando do alimento doutrinal que começou a ser ameaçado pelo Arianismo. Ário era um sacerdote de Alexandria que começou a espalhar uma mentira que afirmava que somente o Pai pode ser chamado Deus, enquanto que Cristo é inferior ao Pai, distinto por natureza do Pai, e portanto criatura, excelente e superior às demais, mas não divina nem eterna. Várias correções o bispo Alexandre fez a Ário, mas irreversível não deixou de envenenar os cristãos, mesmo depois de saber da condenação de sua doutrina. Santo Alexandre, um ano antes de sua morte com o imperador Constantino e principalmente o papa da época, foram os responsável pela realização do Concílio Ecumênico em Nicéia, Ásia Menor, que definitivamente condenou a heresia e definiu: " Filho Unigênito do Pai...consubstancial ao Pai".
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
Carmelitas assumirão a Paróquia de Nossa Senhora da Expectação *
No dia 27 de fevereiro, sábado próximo a Ordem Carmelitana estará assumindo a Paróquia de Nossa Senhora da Expectação em Icó. Os frades que assumirão a paróquia estão ligados à Província Carmelitana Pernambucana
dia da posse dos frades será no sábado, não por coincidência, mas esse dia da semana é dedicado desde tempos imemoriais a Nossa Senhora do Carmo.
Segundo antiga tradição “qual todos aqueles que morrerem na graça do Senhor, tendo em vida usado o escapulário, conservado a castidade própria do estado, recitado o Ofício Parvo de Nossa Senhora, ou se não souberem ler, tiverem observado fielmente o jejum eclesiástico, bem como a abstinência nas quartas-feiras e sábados (exceto se a festa de Natal cair num destes dias), serão socorridos por uma proteção extraordinária da Santíssima virgem, no primeiro sábado que se lhe seguir ao trânsito, por ser sábado o dia da semana consagrado a Nossa Senhora (Bula sabatina de João XXII. 3,III 1322)”
A Ordem dos Carmelitas é uma antiga ordem religiosa medieval, surgida no oriente Monte Carmelo) à época dos cruzados e uma das mais importantes da Igreja, da qual o Bispo de Iguatu, dom João da Costa é membro.
Essa Ordem prima pela devoção a Nossa Senhora do Carmo. Essa antiga Ordem foi a responsável, em conjunto com outras denominações católicas, pela Evangelização do Nordeste no tempo do Brasil Colônia e uma das primeiras a aportar no Brasil. Possivelmente aclimatar-se-á à cultura icoense e a sua tradicionalidade.
De alguma forma, mesmo indireta, Icó será dirigido religiosamente pelos religiosos que estão em Olinda, desde o século XVII, Goiana/PE, Recife, da Paraíba de onde provinha grande parte dos antigos colonizadores da Cidade.
* Com informações e foto de Washington Luiz Peixoto Vieira, em seu blog Opinion
Evangelio do Dia
Evangelho: Marcos 10, 1-12
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, segundo Marcos - 1Saindo dali, ele foi para a região da Judéia, além do Jordão. As multidões voltaram a segui-lo pelo caminho e de novo ele pôs-se a ensiná-las, como era seu costume. 2Chegaram os fariseus e perguntaram-lhe, para o pôr à prova, se era permitido ao homem repudiar sua mulher. 3Ele respondeu-lhes: "Que vos ordenou Moisés?" 4Eles responderam: "Moisés permitiu escrever carta de divórcio e despedir a mulher." 5Continuou Jesus: "Foi devido à dureza do vosso coração que ele vos deu essa lei; 6mas, no princípio da criação, Deus os fez homem e mulher. 7Por isso, deixará o homem pai e mãe e se unirá à sua mulher; 8e os dois não serão senão uma só carne. Assim, já não são dois, mas uma só carne. 9Não separe, pois, o homem o que Deus uniu." 10Em casa, os discípulos fizeram-lhe perguntas sobre o mesmo assunto. 11E ele disse-lhes: "Quem repudia sua mulher e se casa com outra, comete adultério contra a primeira. 12E se a mulher repudia o marido e se casa com outro, comete adultério." - Palavra da salvação.Reflexão:
Mc 10, 1-12 A nossa vida é condicionada por leis que os homens fizeram, às quais nós devemos nos submeter para viver na legalidade. Porém, devemos ter consciência do fato de que, nem tudo o que é legal, é justo, no sentido pleno da palavra. Podemos citar alguns exemplos como a questão dos juros: é legal para o banco pagar menos de 1% ao mês para cadernetas de poupança e cobrar mais de 10% ao mês por empréstimos que realiza. É legal na sociedade brasileira o divórcio que, perante os olhos de Deus, não conduz o homem à justiça, mas sim ao pecado e à morte, pois desrespeita compromissos e direitos de cônjuges, filhos, da comunidade eclesial e da própria sociedade.
SANTO DO DIA
São Tarásio
Lembramos neste dia Santo Tarásio que nasceu em 730 e recebeu uma ótima educação cristã e literária; tinha como pai o prefeito de Constantinopla. São Tarásio era de caráter zeloso de tal forma que foi nomeado pelo imperador a um alto cargo imperial. São Tarásio enfrentou em Deus todas as tentações próprias da sociedade cheia de luxo e tentação. Agora muito forte no século VIII era a heresia iconoclasta promovida pelo imperador Leão que não compreendendo acusa o culta as imagens , como uma prática de idolatria. Ao assumir o patriarcado , São Tarásio em comunhão com o Papa combateu e conseguiu condenar esta heresia num Concílio. Cuidadoso com suas ovelhas tinha como um grande espírito de serviço, ao ponte de dizer ao ser questionado pelo seu especial cuidado para com os pobres: "Minha única ambição é imitar Nosso Senhor Jesus Cristo que viveu para servir e não para ser servido".
Novena do Perd�o (Bom Jesus dos Perd�es)Padre Reginaldo Manzotte
Oração para todos os dias
Ó Deus que tendes compaixão de todos e perdoai a todos com bondade, olhai para as minhas fraquezas e debilidades e tende piedade de mim. Ajudai-me a enxergar as áreas de minha vida que estão em escuridão pela falta de perdão. Iluminai minha mente, meu coração e minha alma. Não permitais que nenhuma área do meu ser permaneça em escuridão. Revelai-me todas as áreas onde há falta de perdão, onde há amargura, ressentimento, ódio e raiva. Dai-me a força e o desejo de me abrir ao dom e à graça do perdão, de aceitá-los e de agir de acordo com eles.
(faça um pequeno exame de consciência)
Tem piedade de mim, ó Deus, por teu amor! Por tua grande compaixão, apagai a minha culpa! Lavai-me da minha injustiça e purificai-me do meu pecado! Porque eu reconheço a minha culpa, e o meu pecado está sempre a minha frente; pequei contra ti, somente contra ti, praticando o que é mau aos teus olhos. (Sl 50, 3-6)
Ó meu bom Jesus, Senhor dos Perdões, vós nos ensinastes a perdoar sempre, e nos destes o exemplo disso, quando na cruz dissestes: " Pai, perdoa-lhes, eles não sabem o que fazem." Aqui estou para pedir a graça de perdoar e amar o meu irmão...
(diga o nome, ou o fato que você deseja perdoar)
Infundi em meu coração profundo amor, para que amando, servindo, e ajudando o meu próximo possa viver o vosso evangelho, praticando o bem e assim participar da vida no Céu. Senhor Bom Jesus dos Perdões, dai-me o perdão e a graça de perdoar o meu irmão. Isso vos peço em união com o Pai e o Espírito Santo, Amém.
A paz não pode sobreviver sem um pacto social
A Violência continua a ser uma constante na história. Os motivos que alimentam conflitos e guerras entre os seres humanos são diversos: a injustiça que obriga dois bilhões a sobreviver com menos de um dólar por dia, interesses sociais e econômicos, divergências culturais e religiosas, sistema militar e necessidades da indústria de armamentos... Tudo faz parte de uma “iniqüidade estrutural” que se traduzem nas violências nossas de cada dia.
Vivemos uma cultura de violência, fomentada por diversos ciclos viciosos, presentes em todos os lugares, como na mídia, nos brinquedos, no trânsito. Isso somado à individualidade e à busca pela satisfação imediata faz com que as pessoas sejam menos capazes de lidar com suas frustrações e estejam mais propensas a transformar pequenos atritos em grandes confrontos.
O Brasil é um dos países onde mais se mata com arma de fogo, são quase 40 mil mortes por ano, ou cerca de uma morte a cada 15 minutos. A grande maioria delas é causada por motivos banais, como uma briga de trânsito, ou simplesmente tomando uma cerveja em determinado bar, um som com um volume muito alto.
Precisamos encontrar alternativas capazes de resolver esses conflitos para que possamos resolver esse quadro violento em que nos encontramos.
A paz enfrenta atualmente uma realidade que se pode denominar de paradoxal: ao mesmo tempo em que ela é violada em cada quarteirão, bairro, fronteira, país ou etnia (através da fome, da violência, da indignidade humana) é também reclamada, com a mesma intensidade da sua violação, em cada discurso e manifestação em prol do bem comum, da não violência, dos direitos humanos, dos direitos da mulher e da criança.
Religiões, líderes religiosos e políticos enfatizam a paz em suas falas ou escritos como realidade impostergável. Basta reportar alguns discursos do saudoso papa João Paulo II com suas pregações ou encíclicas ao mundo. Ou Dalai Lama e tantos outros que promovem a paz.
A paz não pode sobreviver sem um pacto, sem uma aliança ampla que seja fruto do conjunto de todos os esforços humanos em vista da sobrevivência planetária. “Não haverá paz mundial se não houver paz entre as religiões. Não haverá paz entre as religiões se não houver diálogo entre eles”.
O caminho para a não violência passa pelo respeito à diversidade de culturas, religiões, práticas sexuais e assim por diante. Se a relação com o outro for profunda, implica no desafio de repensar a realidade e as relações sociais a partir de outros critérios e paradigmas.
Desenvolver esta cultura da paz começa pela vida cotidiana de cada um. Implica em uma autêntica conversão pessoal.
Carlos Magno Pessoa,
padre e professor de Sociologia e Filosofia.
Endereço eletrônico: pessoa.carlos@hotmail.com
Mãe Terra, o que deixaremos para seus filhos?
Se nosso presente é de agressão ao ambiente natural e de consumo irresponsável, o que será do futuro das próximas gerações? A resposta urgente que precisamos dar a esta pergunta é um gesto de amor com a natureza, de cuidado com a água, de produzir menos lixo, de consumir com consciência...O vídeo do Mundo Jovem sobre o tema da Campanha da Fraternidade de 2011, apresentado por um boneco e uma criança indígena, traz depoimentos e músicas que ajudam a refletir este tema fundamental.
Tempo de duração: 30 minutos
Luizianne Lins se licencia nesta quinta; Acrísio assume Prefeitura
Segundo informou, nesta quarta-feira a assessoria do legislativo municipal, não haverá ato formal de posse..
A prefeita Luizianne Lins (PT) se licencia nesta quinta-feira do cargo por 10 dias. Em seu lugar, assumirá o presidente da Câmara Municipal, Acrísio Sena (PT). Segundo informou, nesta quarta-feira a assessoria do legislativo municipal, não haverá ato formal de posse.
Luizianne Lins vai se licenciar, como já informou, para se submeter a um check-up. A assessoria do Paço Municipal não deu maiores detalhes, nem adiantou se ela viajará nesse período. A prefeita só deve reassumir depois do Carnaval.
Essa será a primeira vez que Acrísio assumirá como prefeito após ter conquistado a presidência da Câmara ao derrotar Salmito Filho, petista que, no entanto, não integrava o grupo político de Luizianne Lins. O ex-vice-prefeito Tin Gomes (PHS) renunciou ao cargo em dezembro de 2010 para assumir cadeira de deputado estadual.
Blog do Eliomar
Salário mínimo é aprovado sem emendas no Senado e segue para sanção presidencial
Das 11 emendas apresentadas hoje (23), oito foram rejeitadas em votação simbólica, votadas em bloco.
O Senado rejeitou todas as emendas que foram propostas para alterar o projeto de lei que trata da política permanente de reajuste do salário mínimo. Das 11 emendas apresentadas hoje (23), oito foram rejeitadas em votação simbólica, votadas em bloco. As outras três emendas que foram destacadas para serem votadas nominalmente também foram rejeitadas pela maioria governista na Casa.A emenda do Democratas que propôs um mínimo de R$ 560, teve 54 votos contrários e 19 a favor. Já a do líder do PSDB, senador Álvaro Dias, que tentou elevar o salário para R$ 600, foi rejeitada por 55 votos dos 81 senadores.
Álvaro Dias e a senadora Lúcia Vânia (PSDB-GO) também apresentaram outra emenda para tentar suprimir o artigo da nova lei que permite a presidenta Dilma Rousseff determinar o valor anual do salário mínimo por decreto, desde que seguindo as diretrizes estabelecidas em lei. Esta emenda teve 20 votos favoráveis e 54 contrários.
Entre as emendas rejeitadas em bloco, está a do P-SOL, que propunha um mínimo de R$ 700. Também foi eliminada a emenda do PSDB que suprimia da lei o Artigo 6º, que tratava de questões tributárias, por considerá-lo matéria desconexa e portanto impedida de ser votada neste projeto de lei.
Com isso, o texto segue direto para sanção presidencial, sem precisar retornar à Câmara dos Deputados. A política permanente de reajuste do salário mínimo foi iniciada no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva por um acordo dele com as centrais sindicais. Ela leva em consideração o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do ano anterior, que mede a inflação, mais a variação do Produto Interno Bruto do Brasil de dois ano antes.
Seguindo esse cálculo, o valor estabelecido para o salário mínimo este ano fica em R$ 545. O valor passa a valer a partir do próximo mês se a presidenta Dilma Rousseff sancionar a lei e se ela for publicada até o dia 28 de fevereiro.
Agência Brasil
Acompanhe: senadores votam aumento do salário mínimo para R$ 545
Por: Márcio Dornelles
Acompanhe, ao vivo, a votação do aumento do salário mínimo no Senado Federal. O texto, que carrega o reajuste de R$ 545, foi aprovado na Câmara na semana passada. O valor é defendido pelo Governo Federal e sofre pouca resistência da oposição. A sessão é presidida pelo senador José Sarney.
Manifestantes de centrais sindicais lotam as galerias da Casa. Os representantes, em sua maioria membros da Força Sindical e da Conlutas, defendem o valor de R$ 560. Também estão representadas nas galerias do Plenário a Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), a Central Única dos Trabalhadores (CUT), a União Geral dos Trabalhadores (UGT) e a Nova Central. Partidos de oposição defende valores maiores: o DEM quer aprovar R$ 560 e o PSDB, R$ 600.
Logo no começo da ordem do dia, o líder do PPS, senador Itamar Franco (MG) apresentou uma série de questionamentos acerca da aprovação do requerimento de urgência para a votação do projeto. Para Itamar, o Regimento Interno do Senado foi infringido quando o requerimento de urgência do líder do governo, senador Romero Jucá (PMDB-RR), foi lido fora do período do expediente. Sarney afirmou que não houve desrespeito ao regimento e que a leitura de requerimentos em outros momentos além do período do expediente é a praxe da Casa.
domingo, 20 de fevereiro de 2011
Mágoa
Síndrome alarmante, de desequilibro, a presença da mágoa faculta a fixação de graves enfermidades físicas e psíquicas no organismo de quem a agasalha.
A mágoa pode ser comparada à ferrugem perniciosa que destrói o metal em que se origina.
Normalmente se instala nos redutos do amor-próprio ferido e paulatinamente se desdobra em seguro processo enfermiço, que termina por vitimar o hospedeiro.
De fácil combate, no início, pode ser expulsa mediante a oração singela e nobre, possuindo, todavia, o recurso de, em habitando os tecidos delicados do sentimento, desdobrar-se em modalidades várias, para sorrateiramente apossar-se de todos os departamentos da emotividade, engedrando cânceres morais irreversíveis. Ao seu lado, instala-se, quase sempre, a aversão, que estimulam o ódio, etapa grave do processo destrutivo.
A mágoa, não obstante desgovernar aquele que a vitaliza, emite verdadeiros dardos morbíficos que atingem outras vítimas incautas, aquelas que se fizeram as causadoras conscientes ou não do seu nascimento.
Borra sórdida, entorpece os canais por onde transita a esperança, impedindo-lhe o ministério consolador.
Hábil, disfarça-se, utilizando-se de argumentos bem urdidos para negar-se ao perdão ou fugir ao dever do esquecimento. Muitas distonias orgânicas são o resultado do veneno da mágoa, que, gerando altas cargas tóxicas sobre a maquinaria mental, produz desequilíbrio no mecanismo psíquico com lamentáveis conseqüências nos aparelhos circulatório, digestivo, nervoso...
O homem é, sem dúvida, o que vitaliza pelo pensamento. Sua idéias, suas aspirações constituem o campo vibratório no qual transita e em cujas fontes se nutre.
Estiolando os ideais e espalhando infundadas suspeitas, a mágoa consegue isolar o ressentido, impossibilitando a cooperação dos socorros externos, procedentes de outras pessoas.
Caça implacavelmente esses agentes inferiores, que conspiram contra a tua paz. O teu ofensor merece tua compaixão, nunca o teu revide.
Aquele que te persegue sofre desequilíbrios que ignoras e não é justo que te afundes, com ele, no fosso da sua animosidade.
Seja qual for a dificuldade que te impulsione à mágoa, reage, mediante a renovação de propósitos, não valorizando ofensas nem considerando ofensores.
Através do cultivo de pensamentos salutares, pairarás acima das viciações mentais que agasalham esses miasmas mortíferos que, infelizmente, se alastram pela Terra de hoje, pestilenciais, danosos, aniquiladores.
Incontáveis problemas que culminam em tragédias quotidianas são decorrência da mágoa, que virulenta se firmou, gerando o nefando comércio do sofrimento desnecessário.
Se já registras a modulação da fé raciocinada nos programas da renovação interior, apura aspirações e não te aflijas. Instado às paisagens inferiores, ascendo na direção do bem. Malsinado pela incompreensão, desculpa. Ferido nos melhores brios, perdoa.
Se meditares na transitoriedade do mal e na perenidade do bem, não terás outra opção, além daquela: amar e amar sempre, impedindo que a mágoa estabeleça nas fronteiras da tua vida as balizas da sua província infeliz.
"Quando estiveres orando, se tiverdes alguma coisa contra alguém, perdoai-lhe, para que vosso Pai que está nos Céus, vos perdoe as vossas ofensas". - Marcos: 11-25.
"Não sou feliz! A felicidade não foi feita para mim! exclama geralmente o homem em todas as posições sociais. Isto, meus caros filhos, prova melhor do que todos os raciocínios possíveis, a verdade desta máxima do Eclesiastes: "A felicidade não é deste mundo". - Cap.V - Item 20.
* * *
Franco, Divaldo P.. Da obra: Florações Evangélicas.
Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis.\
O que é Cidadania ?
Cidadania é o conjunto de direitos e deveres que regem a vida e o modo de atuação de um indivíduo na sociedade. É através da cidadania que o indivíduo pode exercer seu papel fundamental no desenvolvimento da sociedade, lutando por melhores garantias, tanto individuais quanto coletivas, e por direitos essenciais como o direito à vida, à liberdade de expresssão, à propriedade, à igualdade e a todos os valores civis, políticos e sociais que equilibram a vida em sociedade.
A história da humanidade é repleta de lutas pelos direitos humanos. A cidadania se fortalece com as
virtudes e os direitos conquistados nessas lutas.
Devemos nos organizar cada vez mais em busca de uma atuação na sociedade onde todos devemos agir por todos e não apenas por um.
Devemos nos organizar cada vez mais em busca de uma atuação na sociedade onde todos devemos agir por todos e não apenas por um.
Mas o papel do cidadão não é escrito somente de direitos. É preciso que ele seja consciente de suas responsabilidades enquanto parte integrante da coletividade, a nação e o Estado. Para o bom funcionamento das instituições sociais é necessário praticar a cidadania. Uma simples atitude, como não jogar lixo nas vias públicas, fechar uma torneira derramando água e dedicar-se ao voluntariado social, faz a diferença.
Juntando todos essas ações, chegaremos ao bem mais esperado, o BEM COMUM que deve alcançar a todos. Cidadania é o compromisso com a boa qualidade de Vida.
Dinheiro para recuperação do Crato já foi creditado, diz prefeito
Fonte: O POVO Online/Fortaleza
Fonte: O POVO Online/Fortaleza
Segundo Araripe, os R$ 4 milhões anunciados já estão prontos para serem aplicados em ações de restauração
O prefeito do Crato, Samuel Araripe, disse, neste sábado, que está feliz com o ministro Fernando Bezerra, da Integração Nacional. “Estou feliz, porque estivemos com o ministro na semana passada pedindo apoio para nosso município, castigado pelas chuvas, e ele já mandou creditar o dinheiro para começarmos a recuperar a cidade”.
Segundo Araripe, os R$ 4 milhões anunciados pelo ministro nessa sexta-feira, durante coletiva na Residência Oficial, ao lado do governador Cid Gomes, já estão prontos para serem aplicados em ações de restauração.
O governador Cid Gomes também assegurou que em 90 dias terá projeto para recuperação do canal do rio Granjeiro que, com as chuvas, transbordou e provocou estragos no Centro da cidade.
Blog do Eliomar
sábado, 12 de fevereiro de 2011
santo do dia
Santa Eulália
Lembramos neste dia a santidade de Eulália virgem e mártir. Viveu em Barcelona no fim do século III numa família que a educou para o bem e para a fé em Jesus Cristo.
Quando pequena Eulália gostava da companhia das amigas cristãs , e por outro lado fugia do pecado e era inimiga da vaidade. Aconteceu que possuía apenas 14 anos quando chegou à Espanha a perseguição contra os cristãos por parte do terrível Diocleciano; Eulália soube dos fatos e desejou alegremente o martírio, para assim glorificar e estar com o Cristo.
Os pais religiosos resolveram viajar a fim de esconderem-se juntamente com a menina, mas Santa Eulália fugiu e foi parar diante do governador que escutou daquela jovem e bela moças duras verdades quanto a ignorância da perseguição aos cristãos. De início o governador admirado pela ousadia da Santa a entregou para que apostatasse da fé, ou seja, que adorasse aos deuses, mas sua resposta foi: " Eu sou Eulália, serva do meu Senhor Jesus Cristo, o Rei dos Reis e Senhor de todos os dominadores ".
Os pais religiosos resolveram viajar a fim de esconderem-se juntamente com a menina, mas Santa Eulália fugiu e foi parar diante do governador que escutou daquela jovem e bela moças duras verdades quanto a ignorância da perseguição aos cristãos. De início o governador admirado pela ousadia da Santa a entregou para que apostatasse da fé, ou seja, que adorasse aos deuses, mas sua resposta foi: " Eu sou Eulália, serva do meu Senhor Jesus Cristo, o Rei dos Reis e Senhor de todos os dominadores ".
Diante da fé e coragem da jovem Eulália o governador mandou os algozes queimarem o seu corpo com ferros em brasa, e sua oração durante o sofrimentos era esta: "Agora, ó Jesus, vejo no meu corpo os traços de vossa sagrada paixão ". O final de tudo foi no próprio fogo onde Santa Eulália foi consumida pelas chamas, mas tudo isto por que Eulália já estava toda consumida pelo Amor de Deus, que a levou para o céu.
Santo do dia
| 11/02 | |
| Nossa Senhora de Lourdes Neste dia lembramos de Nossa Senhora que ocupada em ajudar os seus filhos na conversão e santificação aparece em Lourdes, França. Sabemos que Maria é aquela que primeiro que todos está preparando todo o povo para a segunda vinda de Jesus. A aparição de Maria aconteceu em 1858 numa úmida e fria tarde que representava bem a situação da época nem que o racionalismo e outros males estava estragando e esfriando a fé do povo. A agraciada com a visita de Nossa Senhora foi a frágil , humilde e menina Bernandete, que procurando gravetos para o lar ficou atraída por uma luz que saía de uma gruta, onde estava uma linda mulher de branco, com faixa azul , terço na mão, que a convidava a rezar. As aparições se repetiram nos dias seguintes, e a mensagem de Nossa Senhora de Lourdes consistia no chamado a conversão, oração do terço e principalmente confirmação do Dogma da Imaculada Conceição, que apenas quatro anos atrás tinha sido declarado pela Igreja. Desde então milhões de peregrinos têm visitado o Santuário que é marco do amor da Mãe que vem nos ajudar, e nele alcançado por intercessão de Nossa Senhora de Lourdes muitas graças. | |
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
O que é uma Rádio Comunitária Educativa
O que é uma Rádio Educativa
O PAPEL DE UMA RÁDIO EDUCATIVAIvete Cardoso Roldão Para falarmos sobre as rádios educativas é importante fazermos uma reflexão sobre o porque delas existirem. Afinal o rádio nasceu no Brasil com o intuito educativo e cultural e hoje são pouquíssimas rádios que trabalham nesse sentido. É possível que o rádio propicie aos ouvintes programas que tenham conteúdo que vá além do simples entretenimento? A mídia em geral, e especialmente o rádio, podem ser utilizados como instrumento de democratização do saber e de complemento do ensino formal? Como início de uma reflexão, iremos descrever como nasceu o rádio no Brasil e a sua relação com o Estado desde o princípio, fazendo uma rápida apresentação da política de concessões de rádio e TV que sempre atendeu aos interesses de um grupo privilegiado. Um resumo histórico de como se desenvolveu a política de concessões desde a década de 20, início do rádio no Brasil, traz dados que apontam para uma realidade na qual as leis se sobrepõem, ao mesmo tempo em que limitam, a ação dos poucos políticos que têm interesse em fazer avançar a democratização da comunicação em nosso país.[1] Nunca houve uma política democrática de concessões e nem uma legislação que realmente as controlasse. Até 1988, a legislação que regulamentava as concessões de rádio e televisão no Brasil atribuía ao presidente da República poder absoluto. Foi o último presidente do Regime Militar um dos principais responsáveis pela distribuição de emissoras. No governo do general Figueiredo (1979-1985), foram feitas mais de 700 concessões de rádio e televisão, o que representa mais de 1/3 do total das emissoras existentes desde o surgimento da radiodifusão no Brasil. “Boa parte dessas concessões foi outorgada por motivos políticos e a empresários e parlamentares ligados ao governo” (Herz,1989,p.51). Com o fim do Regime Militar veio a abertura democrática. E então, mesmo depois do apoio que recebeu do Regime Militar para implantar a Rede Globo, Roberto Marinho se convenceu a apoiar Tancredo Neves na disputa do Colégio Eleitoral. Mas em troca garantiu um homem de sua confiança para ser o ministro das Comunicações: Antônio Carlos Magalhães. Com a morte de Tancredo, José Sarney, presidente, e ACM, ministro das Comunicações, está traçado o quadro ideal para o que se pretendia fazer com o poder que o governo tinha nas mãos. Nos cinco anos da gestão Sarney (1985-1989), foram distribuídas, com o envolvimento direto do então ministro das Comunicações, 1.091 concessões. Vários estudos comprovam que essas concessões foram em troca do voto pelos cinco anos de mandato do presidente Sarney. Em setembro de 1988, mês que antecedeu a promulgação da Constituição, foram dadas 257 concessões de rádio e TV e a edição do Diário Oficial do dia 29 daquele mês registrou 59 concessões. Até o final de 1995, em todo o Brasil já haviam sido dadas 3.208 concessões. A atual Constituição, promulgada em 1988,[2] ao definir que as concessões e renovações devem passar pelo Congresso, mudou apenas formalmente esta política. Fica difícil imaginar os parlamentares votando contra si próprios ou seus colegas, já que está comprovado que uma grande parcela dos parlamentares possui emissoras de rádio ou TV. O próprio Código Brasileiro de Telecomunicações de 1962, que ainda não foi revogado e regulamenta a concessão de rádio e TV, não é cumprido em diversos tópicos, como o que determina que os seus administradores não podem estar no exercício de mandato eletivo que lhes assegure imunidade parlamentar, nem exercer cargo de supervisão ou assessoramento na administração pública do qual decorra foro especial. Alguns políticos se escondem atrás dos chamados “testas de ferro”, pessoas da família ou de sua confiança oficialmente colocados como proprietários das emissoras. Em março de 1995, segundo o próprio Ministério das Comunicações, 83 deputados federais e 13 senadores tinham concessões de rádio e TV. É notória também a propriedade de fato de emissoras de rádio e televisão por parte de nomes famosos na política brasileira, como Antônio Carlos Magalhães e José Sarney, entre tantos outros.[3] Fica evidente, assim, que a radiodifusão brasileira é fruto de um “jogo político”. E que, em conseqüência dele, a programação, neste caso específico do rádio, transmite a ideologia que interessa a quem já domina o poder político e econômico no Brasil. O primeiro passo para se mudar essa realidade pode ser dado com a discussão das possibilidades das emissoras educativas em nosso país. MEIOS DE COMUNICAÇÃO X IDEOLOGIASem a pretensão de uma discussão aprofundada, pretendemos, inicialmente, introduzir referências norteadoras de nosso trabalho cotidiano sobre o conceito de ideologia. Embora os meios de comunicação de massa tentem desqualificar o debate sobre a questão da ideologia, ele continua vivo, tanto no âmbito da filosofia marxista, como fora dela, tornando-se assim um tema universal do pensamento contemporâneo. O que podemos observar na forma como os meios de comunicação apresentam as notícias, confirma a opinião de Marilena Chauí, (in Severino, 1986) de que o discurso do poder (neste caso o discurso dos jornais, rádio e tv) precisa ser um discurso ideológico, para apresentar-se como discurso universal e não como discurso particular, representante de uma única classe, como de fato o é. No que se refere ao papel das ideologias na sociedade burguesa, de acordo com Gramsci, as instituições que constituem a sociedade civil são o palco privilegiado dos conflitos ideológicos de classes. A despeito da análise de Gramsci não se referir especificamente aos meios de comunicação de massa, esse autor aponta para o fato de que “a ideologia constitui uma concepção de mundo que se manifesta na arte, no direito, na atividade econômica e em todas as manifestações da vida coletiva”. (Sá, 1992, pg. 20). É intrínseca a relação desses conceitos com a comunicação, que não estimula o raciocínio e massifica a população conduzindo-a a aceitar os interesses de uma minoria e legitimando o poder de quem já o tem: políticos, empresários e as próprias emissoras de rádio e televisão. A programação das emissoras, salvo raríssimas exceções, se resume em tocar as músicas que interessam as gravadoras, ao chamado “besteirol”, ao jornalismo feito com base no que sai nos jornais, com ênfase para o jornalismo policial (principalmente as AMs). No nosso entendimento, o conteúdo de uma programação radiofônica, seja o jornalismo, os programas de variedades ou educativos e mesmo a programação musical, vem carregada de ideologia a serviço desse ou daquele pensamento ou interesse. O fato de no Brasil, a maioria das concessões ter sido dada a políticos ligados ao poder ou a seus correligionários que servem, muitas vezes, como “testas de ferro”, responde uma pergunta: a quem interessa esse modelo de radiodifusão brasileiro? O RÁDIO NO BRASIL: Em 07 de setembro de 2002 comemora-se 80 anos do surgimento do rádio no Brasil. As emissoras de rádio que iniciaram suas atividades na década de 20, se organizavam enquanto sociedades civis ou clubes, tendo na difusão cultural seus atributos elementares. As emissoras surgiram sem legislação específica; o Estado apenas autorizava a existência delas com base nas leis da radiotelegrafia. Em 1923, Roquette-Pinto fundou a “Rádio Sociedade do Rio de Janeiro”, primeira emissora do país. A audiência era limitada às poucas pessoas que tinham recursos para adquirir aparelhos receptores importados e a programação envolvia palestras científicas e literárias. A “Rádio Sociedade do Rio de Janeiro” é doada ao Ministério da Educação e, em 1936, passa a chamar-se Rádio MEC. Roquette-Pinto cedeu sua emissora com a condição de que a programação ficasse restrita a programas educativos. Para poder funcionar, as emissoras tinham que pagar uma taxa para os Correios e Telégrafos. Somente na década de 30 surgiria o primeiro decreto específico para a radiodifusão. Através do decreto de 1/3/1932, foi permitida a transmissão de anúncios publicitários, em 10% e mais tarde em 20% do total da programação. Com o decorrer dos anos a publicidade começa a ocupar cada vez mais espaço na programação radiofônica, substituindo a sua finalidade principal, que era educativa. Nessa busca de grandes audiências, os próprios programas vão se modificando e se popularizando. Nos anos 40 e 50, a preocupação de Roquette-Pinto com a educação incentiva o surgimento de programas específicos, como o Universidade no Ar, criado em 1941 pela Rádio Nacional do Rio de Janeiro. Anos mais tarde, surgiram os cursos básicos do Sistema de Rádio Educativo Nacional (Siren), irradiados de 1957 a 1963. Nos anos 60 surge o Movimento de Educação de Base (MEB), criando escolas radiofônicas que combinavam alfabetização com conscientização para promover mudanças de atitudes, utilizando para isso animadores populares. Uma experiência considerada inovadora, que fez o sistema educativo por rádio dar um salto de qualidade. Nos anos 70, o governo federal criou o Projeto Minerva, um programa de 30 minutos de cunho informativo-cultural e educativo, com transmissão obrigatória por todas emissoras do país. Com uma produção regionalizada, concentrada no eixo Sul-Sudeste, e uma distribuição centralizada. O programa acabou não conquistando a população. Em fevereiro de 1999, o Ministro Paulo Renato Souza assinou convênio com a Associação Brasileira das Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), que substitui o Projeto Minerva. Pelo acordo, as emissoras associadas a Abert devem veicular aos sábados e domingos três pequenos programas (dois de cinco minutos e um de dois) em um horário escolhido por elas, entre as 6h e 22h, com a determinação de que uma vez definido o horário, este não seja alterado. Invariavelmente, os programas tratam de ações do MEC, como Enem ou Provão, sempre terminando com a leitura de um poema ou trecho de um conto ou romance. Neles, o Ministro também aproveita para ler e responder cartas de ouvintes.[4] Atualmente o Brasil possui quatro mil emissoras de rádio, e a maioria absoluta delas, tanto as emissoras AMs como FMs é comercial. As rádios educativas são concessões destinadas a Universidades, Fundações ligadas à governos Estaduais ou Municipais ou mesmo diretamente a Prefeituras. RÁDIO EDUCATIVA A Rádio Educativa de Campinas – FM 101,9 Mhz., é uma concessão da Prefeitura Municipal de Campinas – SP, sob a responsabilidade da Secretaria Municipal de Cultura, Esporte e Turismo, e está no ar há apenas três anos. A proposta é fazer da emissora um instrumento de comunicação, com uma programação plural e democrática, visando resgatar o sentimento de cidadão em cada morador de Campinas. Isso é possível através de programas que mesclam música, produção cultural e educativa e, principalmente, o trabalho jornalístico. Portanto, reafirma-se o princípio de que uma emissora educativa não deve ser uma rádio institucional, porta-voz do governo, mas sim uma rádio que através desse governo sirva à população com uma programação plural e democrática. Compreendemos que o rádio é um veículo que tem em si próprio a tradição do popular e que aliado a uma programação educativa pode contribuir muito no processo de resgate da cidadania. A Rádio Educativa de Campinas está se constituindo em um espaço de difusão de idéias e projetos culturais que tenham comprometimento para a transformação da sociedade. A Educativa também objetiva proporcionar oportunidade de divulgação da produção cultural da própria cidade, de grupos sociais, e, ainda, abrir espaços para difundir as notícias dos bairros, das comunidades, debatendo os problemas pertinentes à realidade de cada comunidade. Exemplos disso são as reportagens em publicações da região, como jornal Correio Popular e revista Metrópole, que comentam sobre a grade de programação: “Rádio Educativa de Campinas (FM 101,9), emissora municipal, apresenta (...) uma série de entrevistas com autoridades e especialistas em segurança pública e estudos da violência. A série “Caminhos contra a Violência” (...) tem por objetivo apontar as alternativas para amenizar a violência crescente em Campinas e buscar soluções que possam ser colocadas em prática.” (Correio Popular 25/01/2002) E mais, “Funcionando na Torre do Castelo, a Rádio Educativa está há três meses no ar com novas propostas. Uma delas é valorizar o produto nacional. Segundo o programador musical da rádio, Eduardo Turatti, mais de 90% das músicas tocadas na rádio são brasileiras.” (RIBEIRO, 2002:12) Entendemos, ainda, que a programação da emissora para se constituir em uma marca enquanto rádio educativa, deve ser composta por música, jornalismo/prestação de serviços e programas culturais/educativos. MÚSICA A programação musical não deve ser elitista, mas ao mesmo não deve reproduzir a massificação cultural verificada na maioria dos meios de comunicação que apresenta apenas a produção artística imposta pelas grandes gravadoras. A programação musical também deve ser educativa, desenvolver conteúdos a partir da música e resgatar a cultura local através de grupos e músicos da cidade; A programação musical numa rádio educativa tem, primeiramente, o dever de divulgar toda a música sem restrição de estilo, forma ou nacionalidade, entendendo que música é cultura, e assim, música e cultura devem ser respeitadas e difundidas como tal. É necessário ressaltar que um meio de comunicação de cunho educativo não deve se pautar em valores, para que não reproduza modelos, sejam esses provenientes da chamada indústria cultural, ou seja, dos meios de comunicação radiofônicos e televisivos, respaldados pelas grandes gravadoras, que exploram o enorme potencial sócio-cultural da música e tratam-na como lucrativa fonte geradora de capital. Há ainda a importância na valorização da cultura nacional, sua história, a de seus compositores, interpretes, e principalmente na divulgação de suas obras, destacando a importância do cancioneiro popular (lembrando que canção é tudo que tem a finalidade de ser cantado) como transmissor de cultura. “...a canção popular pode dar às pessoas algo mais que a distração e o deleite. A canção popular pode ajudá-las a compreender melhor o mundo onde vivem e a se identificarem num nível mais alto de compreensão. A música popular é um dos mais amplos modos de comunicação que o próprio povo criou, para que as pessoas contassem uma às outras, cantando, suas experiências, suas alegrias e tristezas...” (Nara Leão – contracapa do disco “Opinião de Nara” novembro de 1964) Os programas Educativos devem ser a grande marca das rádios educativas. No quadro de programação da Rádio Educativa de Campinas explicitamos dois programas que cumprem este papel: O “Momento Musical”, programa de música clássica, além da execução das obras dos grandes compositores, comenta-se parte da vida, do temperamento, e do momento histórico desses para um melhor entendimento das obras, já que muitas vezes a música clássica não é expressa em palavras ou ritmos do cotidiano popular. Outro exemplo, é “Fusão”, programa que divulga o rock em todos as suas vertentes, desde bandas de garagem até bandas já consagradas do cenário nacional e internacional. O “Fusão” tem ainda o papel de divulgar bandas de Campinas e região, que são entrevistadas e contam um pouco de suas histórias, trajetórias, dificuldades e mostram suas músicas. JORNALISMO No que se refere ao jornalismo, é essencial que uma rádio educativa se diferencie das emissoras comerciais a partir da democratização das fontes e pautas, ou seja, é preciso incluir os excluídos dos meios de comunicação. Um outro diferencial deve estar na abordagem dos assuntos, fazendo prevalecer de fato o interesse público. Dar voz e vez no rádio àqueles segmentos marginalizados da sociedade, não significa a chamada "popularização" que se vê nas rádios e TVs comerciais. Não se pretende, em uma rádio educativa, dar voz à população para explorar suas mazelas e conflitos pessoais. Deve estar na pauta do jornalismo as atividades da sociedade organizada e que busca os seus direitos. Assim, associações de bairros, conselhos comunitários, organizações não-governamentais, movimentos populares, sindicatos, entre outras formas de organização da população, têm que ter prioridade na pauta do jornalismo. As fontes oficiais também devem ser ouvidas, mas não se deve fazer delas as principais referências do jornalismo, pois assim apenas esta seria apenas a reprodução do modelo no qual quem controla a política controla os meios de comunicação eletrônica. É de suma importância destacar que devemos defender essas formas de organização da sociedade, mas não as instituições ou as pessoas que as comandam. Sindicatos e sindicalistas, associações de bairros ou seus presidentes devem ser tratados com a isenção necessária. Uma matéria crítica em relação a um sindicato, não significa, necessariamente, uma postura contrária ao movimento sindical. Ao contrário, pode até fortalecê-lo. O jornalismo de uma rádio Educativa, não deve apenas preocupar-se com noticiar o factual, ou a notícia do dia. Tem que se preocupar em municiar o cidadão com informações que lhe ajudem a compreender sua cidade, o país e o mundo. Portanto, mais do que contar histórias, é fundamental explicar as histórias, contextualizá-las e fornecer ao ouvinte, uma ou mais visões abrangentes sobre os principais assuntos que envolvem a comunidade. No caso específico da Rádio Educativa de Campinas, por problemas estruturais, ainda não se tem um jornalismo que conte com a participação do ouvinte. Mas esta interatividade deve aos poucos fazer parte do jornalismo. A emissora deve começar, inclusive, a se preparar para uma nova era do radiojornalismo, onde a internet vai permitir uma interatividade jamais vista. Essa participação do ouvinte nos debates, nas entrevistas e na pauta, poderão tornar o jornalismo ainda mais próximo daqueles que sempre estiveram à margem das linhas editoriais dos meios de comunicação. PROGRAMAS CULTURAIS/EDUCATIVOS: É a produção de programas culturais/educativos que se apresenta como o maior desafio para as emissoras educativas, já que esse trabalho exige uma discussão mais aprofundada sobre o que deva ser o papel educativo propriamente dito desse veículo de comunicação. A mídia pode e deve ser parceira da escola no processo educacional. Sem a menor pretensão de a primeira substituir a segunda, mas sim com o objetivo de ser um complemento no processo de aquisição de conhecimento. Segundo o ator Sérgio Mamberti[5] é impossível se pensar a cultura hoje, sem pensar nos meios de comunicação. Nesse sentido, se deve pensar projetos que apontem formas de a cultura (popular e erudita) através dos meios eletrônicos de comunicação, entre eles o rádio, ser desenvolvida como um instrumento de entretenimento, mas também de conhecimento, de reflexão. Os conteúdos podem e devem ser os mais variados, dependendo do interesse de cada cidade ou região. Temas como meio ambiente, saúde e a discussão da própria educação formal, podem ser abordados em qualquer emissora de uma forma mais geral, sem perder de vista as questões regionais. Já alguns temas como a história da cidade e ou região e a apresentação da cultura regional devem ser produzidos a partir de cada realidade. No caso da Rádio Educativa, de início o projeto previa a produção de programas sobre a história da cidade, meio ambiente, saúde, educação, entre outros. As deficiências estruturais e a própria inexperiência da equipe na produção de programas com esse conteúdo e com uma linguagem que atinja aos ouvintes de rádio fazem com que o projeto seja desenvolvido em um ritmo mais lento que o previsto inicialmente. No entanto, passos importantes já foram dados nesse sentido. Buscando atender aos objetivos propostos pelo que concebemos que deva ser um programa educativo, com as características acima, o programa “Ponto e Vírgula” viabiliza experiências interdisciplinares, apresentando temas e assuntos referentes à Educação nos seus mais diversos aspectos, a partir dos interesses e das necessidades da comunidade: escolas municipais, supletivos, escolas estaduais e universidades, nos segmentos público, privado e não governamental. Cada programa contém objetivos que norteiam o caráter educativo, para tanto, apresenta indicação e referência bibliográfica ao final e, ainda, uma reflexão para conclusão pessoal e/ou coletiva por meio de um pensamento, poema, música ou crônica, diante do assunto abordado. O programa é gravado e transmitido às quintas-feiras ao meio dia e meia, com horário alternativo aos sábados, às 17:30 horas e nas segundas feiras, às 20 horas. A duração é de meia hora, dividida entre abertura, música, entrevista, experiência do cotidiano escolar, reflexão, dicas de leitura, sites, entre outros e um endereço para correspondência com o ouvinte. Enfim, o programa é produzido a partir de depoimentos que expressam saberes, experiências e opiniões, que podem ser desencadeadores de reflexões sobre a ação pedagógica e as relações na escola. O objetivo maior é envolver e sensibilizar a comunidade de Campinas com temas relacionados ao cotidiano escolar. Além desse programa semanal, já foi desenvolvido um programa especial no “Dia Mundial da Água” e, ainda, ‘spots’ de um minuto sobre temas como a ALCA, Meio Ambiente e mais recentemente, durante o mês de julho, sobre a história de Campinas. São textos curtos produzidos de forma que chamem a atenção do ouvinte, que tem como princípio conter uma mensagem educativa. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Com exceção da primeira década do rádio, em que Roquete Pinto se esforçou por legitimar a radiodifusão como propagadora de propósitos culturais e educacionais, a história do rádio no país acabou inserindo-se no processo de construção da uma sociedade capitalista, tendo como principais características o lucro e o tratamento da programação enquanto mercadoria, o mesmo que acontece nas emissoras de TV. Nesse contexto entendemos que temos dois desafios: De um lado enquanto agentes da comunicação: Considerar o espaço das rádios educativas como contraponto aos veículos de comunicação que, ideologicamente, estão a serviço de interesses econômicos e políticos de uma minoria. E através delas, resgatar o objetivo primeiro do rádio de propagar propósitos culturais e educativos. Para nós, o educativo e o popular não são excludentes, no entanto não existe ainda uma fórmula pronta para a produção de programas que unam estas duas características. O único caminho existente é o da ousadia e da criatividade. De outro lado como educadores: Pensamos que a leitura crítica dos meios de comunicação é uma discussão inadiável. Não podemos mais fechar os olhos para o que recebemos, principalmente no rádio na TV, mas também muitas vezes nos jornais impressos. Essa discussão precisa ser aprofundada nas instituições como igrejas, sindicatos e outras organizações civis da sociedade e principalmente nas escolas. No caso da escola, seria necessário que houvesse espaços formais de debates sobre como os meios de comunicação são estruturados, como a sua programação é produzida e quais são os direitos da população sobre ela, enquanto cidadãos. Quanto mais se entender sobre o processo de construção dessas “máquinas de sonhos”, menos poder elas terão sobre as pessoas. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS HERZ, Daniel. A História Secreta da Rede Globo. Porto Alegre : Ortiz, 1989. SÁ, Antonio Álvaro Barbosa. Jornal Nacional - Política e Ideologia. Dissertação de Mestrado. Campinas: IFCH - Unicamp, 1992. SEVERINO, Antônio Joaquim. Educação, Ideologia e Contra Ideologia. São Paulo : Editora Pedagógica Universitária, 1986. [1] As concessões no Brasil ainda são submetidas a documentos legais que se referem ao Código Brasileiro de Telecomunicações - CBT, (Lei nº 4117 de 27 de agosto de 1962) e ao Regulamento dos Serviços de Radiodifusão (Decreto nº 52.795, de 1963) e a diversos decretos baixados, principalmente, pelo atual governo. [2] Em nível constitucional, a regulamentação está no Capítulo V do Título VIII da Carta de 1988, cujo título é Comunicação Social. Mas é o artigo 49-XII, que trouxe uma inovação ao sistema tradicional, ao conferir competência exclusiva ao Congresso Nacional para "apreciar os atos de concessão e renovação de concessão de emissoras de rádio e televisão". [3] Antonio Carlos Magalhães e sua família são concessionários da Rede Bahia, um conjunto de oito emissoras - retransmissoras da Globo espalhadas pelo estado e donas de 80%, em média, da opinião pública. Isso sem contar que ele controla mais de 120 emissoras rádios doadas no Estado a amigos ou aliados políticos. José Sarney é concessionário da Globo do Maranhão e também controla uma vasta rede de meios de comunicação local. [4] As informações sobre programação educativa foram extraídas do site da Anatel, Agência Nacional de Telecomunicações [5] Em palestra realizada no dia 05.04.2002, em Campinas. |
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